VIREI

Virei um estoicista ... que espera e contempla o desfeço. Não prometo continuar publicando neste blog; provavelmente, ele permanecerá como está.

Desejo uma boa travessia para todos. Sem ferpas nem cascalhos. Obrigado àqueles que me entenderam. E quem sabe um dia, quem sabe um dia.



Escrito por Homero às 18h59
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12 de outubro

Quase que não rola redentor de pedra sabão vocês estão loucos cocaína em churrasco a gente pegou bastante já mandaram uns tiros que isso hoje é dia das crianças então mande uma em homenagem à Branca de Neve me dá aqui essa merda que eu vou explodir no banheiro assim é que se fala carne à moda milanesa



Escrito por Homero às 13h29
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PORRA... PQ?

Queria que alguém me desse algum motivo pra esse sumiço generalizado de leitores, que se não lêem pelo menos visitam. Será que é pq estou cada vez mais porre? Porra!

Eu sou uma pessoa muito difícil, eu sei. Eu não me aguento. Como falei pro Chacal: vamos instituir o Dia do Tiro na Orelha (DTO).

Suicídio: palavra extranha.



Escrito por Homero às 14h13
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Uma crônica no escuro

A noite é sempre mais acolhedora me sinto melhor nela é incrível eu não sei por que não tenho idéia do motivo de tanta insônia em uma noite dessas não sei quando mas somente que foi a muito tempo uma infeliz começou a procurar alguma coisa pra comer no lixo eu comecei a me arrepiar logo de início isso é nojento uma merda a vida é um jogo bebês trucidados o sangue escorrido pequenas cabecinhas arrancadas mas o que é que eu tô fazendo? Eu estava falando de outra coisa bem eu estava no ponto do meu ônibus a mulher continuou procurando até achar uma casca de laranja colocou na boca com rapidez com a mesma rapidez um líquido branco foi escorregando pelo seu braço a mulher jogou o pedaço longe e começou a cuspir e se limpar enquanto eu quase vomitava ela se limpou e foi embora eu fiquei ali por um bom tempo tentando esquecer mas sabendo que a vida é um jogo um competitivo jogo com poucas probabilidades de vitória para os que chegam jogo de sorte carteado marcado cartas escondidas nas nossas mangas cassinos e somente de noite eu me sinto bem é com insônia que eu sinto paz



Escrito por Homero às 15h27
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Ode ao grotesco

É só sair por aí que a gente pode perceber como todos nós somos interessantes estranhos ridículos até a fita dessa máquina tá cortada revisão urgente nunca como em 2003 o Brasil vendeu exportou tanto engraçado não consigo lembrar de nenhuma pessoa que tenha passado por mim rápida e sorrateiramente nenhuma passada de mão na bunda nenhum grito espirro catarro ah lembrei já aviso aos vomitâmbulos que a história é grotesca mas antes eu vou dá uma fumada pois já estou com azia azia passada no passado recente cato essa história uma mulher prédio onde morava pegava um ônibus comigo era um ônibus pequeno eu ela e outra pessoa apenas como passageiros minha vizinha espirrou esse não foi o problema foi ela encostar sua mão esquerda a que ficou tampando o nariz no cano do ônibus onde normalmente costumamos segurar e com a mão direita procurar na bolsa um lenço com esse lenço começou a limpar suavemente os grossos escorridos transparentes que agora eu conseguia ver claramente mas o pior foi que depois de limpar a mão ela começou a esfregar o cano onde havia segurado foi a gota fiquei por alguns meses evitando segurar nos canos nos cantos das janelas em tudo só encostava o meu rabo bem sentado no ônibus mas nós sempre temos a necessidade de engulir expelir e encostar em imundícies quando chove as janelas se embaçam vermes são trocados



Escrito por Homero às 10h08
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Blógico

A tempestade de ontem arrancou as eternit eternas miseráveis do meu telhado cabeça vazia alucinações etérias ébrias os textos que você realmente quer escrever não cabem no jornal não cabem no papel só a merda de suas tripas tome tudo o que puder dance hits gays e depois conte cante e mostre ao mundo @eternergético as suas pérolas não as joguem aos porcos joguem publisher michê de pica sarada diários de inúteis sem contar as bebezinhas adolescentóides grandes escritoras do próximo século nova geração putz faça um blog punheblogueiro não hoje não obrigado a merda que escrevo cabe em toda tripa tira tirolez no seu rabo vai nessa continue assim e você se tornará o próximo Paulo Caralho pica de Coelho carreira próspera só pra te lerem conhecerem suas idéias pra quê a minha carreira eu estico na mesa



Escrito por Homero às 10h34
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O cocoricó do Albino

A preguiça vem do calor e do calor a criatividade maldição do calor não temos nada dele nada tiramos só essa irritabilidade incrível será que Hermeto ainda vive essa vibração da verdade musical gotas da barba amarela onde é que ele está por onde ele anda eu ando por aqui fazendo nada como bom morador cidade fria irritabilidade maldita mas por que eu não entendo a temperatura regulando a quantidade de neurônios que trabalham sei lá não sei sanfona chora canta uma música sem nome mas é música o que é música na verdade na verdade não sei sei lá que sandices o sol tentando queimar a pele de quem não pode de forma alguma pegar uma cor o iceberg Pascoal se derreteria todo o povo se apavora cantar na igreja albino que terror mas eu nós estamos aqui em cima da neve curtindo e deixando curtir essa falta de criatividade frio maldito me atravancando o sucesso



Escrito por Homero às 17h31
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Junk monkey monk

Será que é preciso ser louco ou ser gênio ou ser rico para que te reconheçam BeBop na véia deles compulsivo até a alma louco ou gênio não sei a diferença bem se bem que nem todo louco consegue a carteirinha de gênio de sua época veja isto é horrível nossa sociedade é insana porém está bem longe de sua mais bem acabada genialidade Thelonious Monk o louco dando voltinhas em torno de si mesmo Nellis segurando as pontas sei lá que pontas esquizofrenia de cannabis cinta na bunda dela dos dois por favor me tirem dessa camisa eu pareço um macaco com essas mangas brancas tão compridas vou pegar estas cenouras e enfiar goela abaixo é impossível improvisos verdadeiros na escrita automatismo jazzístico será será dá-se o tema coerêntemente a criação vai andando para sua apoteótica conclusão por favor me tirem dessa camisa



Escrito por Homero às 12h04
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AQUELA VEZ FOI SÓ LOUCURA

Essa crônica eu nunca publiquei, não que eu não quisesse... é que não quiseram! Ninguém botou fé.

Falar de putaria é complicado - você fica marcado ad aeternum, até hoje (quando saio pra noite) sinto aquele cheiro alcalino nas narinas.

Não, isso eu não faço mais... não que eu não queira. É que ser pai tem lá suas regras - pena que o manual é escrito enquanto se vive a paternidade.



Escrito por Homero às 13h19
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Identifique-se-nos se puderem

Sou escritor de um país que diz ter identidade uma ova ovo na cara de todo mundo vivo numa cidade que assume a sua não caraterização não tem identidade pra quê uma identidade não há motivo não não coisas do Brasil samba forró for wall all maracatu axé vaneirão não temos nada disso mas pra quê não há razão não precisamos temos coisas melhores uma festa em minha casa cansado do trabalho cheirei muito bebi demais corri risco de morte mas levei amigos pra conhecer o ninho de amor todos trabalhavam com a gente todos loucos bem nem todos nem todo mundo é doido só um pouco passadinho latinhas de cerveja comes alguns xavecos música alta quase de manhã loucuras que já não faço mais deixei disso por mim e pelas minhas meninas pieguices deixe disso na minha cidade a cultura dos pinhais é encher a cara de altas coisas não recomendadas e ouvir música bem alta atrapalhando a vida dos outros como eu e aqueles que estavam em minha casa um grito de desespero abaixem o som são seis e meia Jesus Cristo cala a boca seu mediquinho de merda senão te meto um Robbins na cabeça caralho tava muito louco cinco quilos de Patologia ela sim é nessa identidade a patologia somos todos doentes de uma doença desconhecida doença não identificada



Escrito por Homero às 13h15
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A PRIMEIRA CRÔNICA

A crônica abaixo foi a primeira a sair do forno... como deu pra perceber, foi escrita em um Macintosh (em 2001). Como eu não estava conseguindo acentuar nada, acabei não pontuando nada também - ocasionando a quebra de vários métodos e da arquitetação de várias concepções literárias.

Daí surgiu esta forma de narrar pessoal e peculiar, porém, que se insere dentro das tradições vanguardistas que vêm se descurtinando desde o final do século XIX, mas vamos deixar de viadagem... a teoria importa quase nada.

Té.



Escrito por Homero às 17h30
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Uma crônica para quem quiser ler

As vezes as pessoas nao se entendem nao entendem os outros companheiros nem elas proprias eu nao me entendo por exemplo qual o motivo d'eu estar aqui escrevendo esta mini-cronica sem saber a historia que vou contar sem saber como colocar acento nesse computador Macintosh do cao cao sem acento parece palavra oriental to viajando legal quem rima sem querer e besta sem saber hoje pelo jeito vai chover e eu nao trouxe quarda-chuva eu devo estar entrando em stresse ou em crise existencial ou tudo isso nao passa de inutilidade tudo e inutilidade eu devia ter nascido com o cordao umbilical enroscado no pescoco que merda nao tem c cedilha nesta merda de teclado "mas porque continuo por este caminho que me e hostil?" pra quem nao sabe este e um verso de uma poesia que ninguem ira conhecer nem mesmo o poeta se conhece o jeito e queimar tudo o quanto antes pois sempre tem um engracadinho querendo publicar inutilidades pois tudo e inutilidade nada presta pra nada e o pior de tudo isso e que tenho so 10 minutos de vida e a historia que queria contar acabei esquecendo



Escrito por Homero às 17h17
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CULT 77

Estas 4 crônicas anteriores foram publicadas na Revista Cult nº 77 de fevereiro, na extinta seção Radar. Elas são umas das mais antigas de toda a safra, mais ou menos 2 anos.

Escrito por Homero às 10h54
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A conquista

Das coisas que faço a única coisa que não ando fazendo é dar uma boa namorada talvez uma trepada mas nem penso em tanto conseguir conquistar uma bela pulchra puella essa merda de caneta está melada o calor está forte fui tomar uma cerveja em um lugar bonitinho sentei no sofá amarelo e comecei a fumar e a ler pouco tempo depois um rapaz e uma moça sentaram na minha frente eu estava lendo uma matéria sobre conquista começei a analizar os dois a moça mexia demais com as mãos ficou contando a história da vida dela com 17 teve um filho a moça era precoce além de ter olhos cabelos lindos esqueci de olhar pros dois quando olhei novamente ela estava vermelha pensei que estivesse chorando não estava o rapaz pegou no seu queixo acariciou seu rosto e pouco tempo depois se beijaram ficaram de mãos dadas e eu dei um sorrizinho de alegria como se fosse comigo ele conseguiu pediu mais uma cerveja bebeu e ela não bebeu mais nada



Escrito por Homero às 19h49
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O estudo dignifica o homem

Que Sábado de merda ficar estudando no final de semana não é programa pra ninguém mesmo que esteja chovendo que história eu vou contar se não há história só se eu contar que James Langston Hughes era um poeta norte-americano que nasceu em 1902 na cidade de Joplin que introduziu o ritmo do Jazz e do Blues no seu versos que se ocupam na maioria das vezes da vida negra ele era negro dos problemas raciais da história dos negros da sua herança influência a sua mensagem era a liberdade me desculpem mas tive que estudar poesia de língua inglesa o dia inteiro digo tive porque este trabalho já está me enchendo vou assistir o filme Blade deve ser interessante acho deve ser tem sangue não é



Escrito por Homero às 19h48
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